Mostrando postagens com marcador Pet Semitery. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pet Semitery. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Artista que criou capa de Cemitério Maldito fala Sobre ela 34 anos depois

34 ANOS DEPOIS ARTISTA QUE CRIOU A CAPA DE PET SEMATARY FALA SOBRE ELA




O site ew.com entrevistou Linda Fennimore, a responsável pela capa original de “Pet Sematary”, de 1983.

Eles conversaram sobre o processo criativo da artista e sobre como foi criar uma capa para um livro de Stephen King. Segue abaixo a tradução da entrevista, que também pode ser conferida, na integra e no idioma original, no site da Entertainment Weekly.

Ela é a mão por trás de uma das mais aterrorizantes capas de livros da história, mas até agora ela nunca tinha falado sobre isso. Linda Fennimore foi a artista que ilustrou a capa original de “Pet Sematary” (O Cemitério) de Stephen King em 1983, e para cada cicatriz emocional deixada por sua história devastada pela dor dos mortos retornando do além, aquela imagem na capa do livro deixou alguns arranhões no psicológico também.

Fennimore era uma pianista treinada em Julliard que desenvolveu um talento para desenhar e pintar que a levou ao trabalho de criar capas de livros, capas de discos e cartazes da Broadway, como Billy Ocean’s Suddenly, Patti LuPone’s Gypsy e Laurence Fishburne’s Thurgood. Ela também criou uma das originais para Grease, com o elenco dançando em cima de um carro em Greased Lightning.

King, que estava atravessando um momento difícil com sua editora Doubleday na época, disse à EW que ele nunca pensou na capa de Pet Sematary, mas ficou satisfeito com o trabalho de Fennimore.

Sua arte vive hoje. Os diretores do novo filme do filme “Pet Sematary”, Kevin Kolsch e Dennis Widymer, dizem que modelaram sua versão do gato ressuscitado em sua capa. Pela primeira vez, a própria artista conta a história de sua criação – e como foi difícil encontrar fotos de gatos que não eram fofos.

Quanto você sabia sobre “Pet Sematary” quando começou a trabalhar na capa?

Eu estava ciente de [Stephen King] na época, mas francamente, eu não lia ficção de terror. Foi um trabalho, e foi só mais tarde que reconheci o livro!
Que tipo de contribuição a Doubleday lhe deu para começar?

Nesse caso, o diretor de arte disse: “Bem, queremos o rosto desse gato chorão. E uma espécie de montagem por trás dele com esta cena muito escurecida do cemitério recortado, e o céu vermelho muito escuro.” Ah, e então eles queriam uma figura. Um homem carregando uma criança pequena caminhando em direção ao cemitério.

Quais foram os primeiros passos para desenhá-lo?


A primeira coisa que faço, porque trabalho de forma bastante realista, é procurar referências de fotos. Então eu tenho uma ideia do que o gato parece, rosnando assim. Não havia imagens do Google nem nada, então eu ia para a biblioteca pública de imagens de Nova York e passava por todas as fotos de gatos. Claro, eles não mostram gatos rosnando!

Ou rugindo?

Sim, porque eu não encontrei nenhum gato parecido com isso! E então eu fiz isso parecer um gato. Foi apenas a expressão e como o nariz fica.
E a língua, toda enrolada.
Certo, certo.

Você desenhou em algum lugar específico para as imagens do cemitério?




Eu acho que nesse momento eu estava alugando uma casa em Catskills, talvez com meu namorado. E eu lembro de tirar fotos desses cemitérios em um tipo de coisa. Eu não sei se as árvores vieram com isso.

E as figuras humanas no fundo?
Como eu estava trabalhando nisso, eu estava no meu prazo, e ainda não tinha colocado a figura do pai e da criança. Mais uma vez, eu não costumo fazer coisas, eu gosto de ter uma fotografia de algum tipo para trabalhar. Eu tinha essa câmera Polaroid e liguei para meu irmão, que morava a um quarteirão de distância. Eu estou em Nova York. E eu disse: “Ei, Tony, posso fazer você posar e segurar uma das crianças nessa pose? Só para tirar algumas fotos, então eu tenho alguma referência?

Oh, uau

O único dos filhos dele era o mais novo e era uma menina. Mas ela tinha cabelo curto. Quer dizer, isso realmente não aparece, é tão pequeno. Mas essa é minha sobrinha, que agora está por perto [38]. Ela tinha 2 anos, talvez.

Como você selecionou o tipo de gato? Parece um gato Maine Coon …
Certamente não era para ser um gato amigável. Tenho certeza que eles me disseram as cores.

Eu não sei se eles descrevem necessariamente o que é o gato, a raça dele. No filme de 1989, é um shorthair britânico.

Você sabe, talvez eles dissessem cinza. Não me lembro.

O interessante é que, quando visitei o set do novo filme, os dois diretores disseram que estavam procurando maneiras de se diferenciar da adaptação anterior, e uma delas foi o gato. Eles fizeram o gato parecer mais parecido com o gato da capa do seu livro.

Mesmo?

Sim, eles disseram que queriam combinar com o gato que você tinha.
Oh, que bom lisonjeiro!

Foi em homenagem ao seu disfarce.

Bem, eu me lembro disso porque [a imagem] era bem escura e indistinta de que era muito útil ter marcas de gato, de modo que ficou claro o que era, em vez de apenas uma cor sólida.

Muito disso desapareceu que você queria isso. Minha sensação de fazer isso era: “Meu Deus, isso vai ser tão chato, a menos que eu possa estalar os dentes, a boca e os olhos”.

Quão grande é a ilustração original?
Era bastante grande, como uma placa de 20 por 30 polegadas, sendo a maior parte de fundo. Você tem que dar-lhes um monte de céu.

Espaço para o título.

Sim, porque eles querem ser capazes de manipulá-lo em vários livros de tamanho. E o diretor de arte diz: “Mais céu. Mais céu. ” É chato ter que preencher muitas cores sombrias. Então, quando cheguei à boca e aos dentes, fiquei tipo “Divertido!”

Qual técnica você usou para criar a imagem? Eu noto muita textura hachurada no gato.

Eu usei lápis de cor, e também usei nanquim com um pincel, e lavei para obter um sólido. O lápis colorido nunca ficaria muito sólido. Mas eu gosto de poder definir coisas primeiro. Eu tenho que desenhar primeiro com detalhes, e então posso adicionar a cor.

Há essas estampas lindas da edição Suntup da sua capa, é uma recriação? Eu noto pequenas diferenças nos detalhes.

Não, não foi recriado, mas desde a época, a capa original foi reimpressa várias vezes. Calendários e outras coisas. E toda vez que era reimpresso, eu retocava um pouco. Por um lado, a tinta da Índia desaparece. Quer dizer, eu não sabia na época, ou não me importava. Eu estava apenas usando o que fosse mais rápido. Então, sim, há mais detalhes do que no original. Além disso, a impressão é muito melhor.

O cruzamento com lápis funciona muito bem para peles, não é?

Acho que essa é uma das razões pelas quais eles me escolheram. Meu estilo era bastante realista, e então eles sabiam que eu poderia adicionar essa textura a ele.

Você já teve a chance de conhecer ou conversar com Stephen King?

Não, não, eu tenho… não. Eu nunca conheci nenhum dos autores. Eu costumava fazer algumas peças de teatro da Broadway também, e nunca conhecer o autor. Nunca. Tenho certeza que alguns ilustradores fazem.

Mas também sou um pouco tímida. Eu não saberia o que dizer.


Texto original: https://ew.com/movies/2019/04/02/pet-sematary-cover-linda-fennimore/


Fonte: Stephen King BR

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Cemitério Maldito - Stephen King fala sobre Polêmica troca no filme


Após o lançamento do segundo trailer de "Cemitério Maldito", nova adaptação do clássico livro de 1983 de Stephen King, os fãs do autor ficaram chocados com uma mudança drástica feita pelos diretores Kevin Kölsch e Dennis Widmyer na trama clássica. O filme tem estreia marcada para 9 de maio.

Tanto no livro de King quanto na primeira adaptação, lançada em 1989 e dirigida por Mary Lambert, o casal principal da trama perdia o filho mais novo, Gage, em um acidente na estrada perto de sua casa no interior dos EUA. No novo longa, quem sofre o acidente é a irmã mais velha de Gage, Ellie (interpretada por Jeté Laurence).

Assim como ocorre com Gage nas versões anteriores, ela é enterrada no "Cemitério Maldito" do título e volta à vida para assombrar os pais.

Após os cineastas explicarem seus motivos para a mudança, o próprio King defendeu a decisão em entrevista à revista "Entertainment Weekly". "Eles fizeram um bom trabalho. Eu vi algumas das reações on-line quando eles revelaram a mudança, e eu fiquei pensando: 'Essas pessoas são doidas'", brincou o escritor. 

"Você pode pegar várias estradas diferentes para chegar a uma cidade, mas no fim das contas chegará à mesma cidade! Entende o que eu estou dizendo?", refletiu ainda. "Não fez diferença para mim. Eu entendi por que eles fizeram isso, é mais fácil filmar uma garota mais velha como zumbi do que um bebê".

"Minha ideia é sempre: 'Se funciona, tudo bem. Se não funciona, Jesus, por que você mudou?'. Eu vi algumas mudanças feitas a obras minhas que eu joguei as mãos para cima e disse: 'Por quê? Você tinha um livro, um mapa para esta história que poderia seguir'", comentou.


"História real" 

King ainda comentou sobre a relação conflituosa que nutre com "Cemitério Maldito" desde o seu lançamento. O autor confirmou rumores de que estava decidido a nunca publicar o livro após finalizá-lo e relê-lo, mas que um contrato com uma editora o obrigou a mudar seus planos. 

"Eu me diverti muito escrevendo, mas então acabei. Daí, quando fui ler, só consegui pensar: 'Isso aqui é terrível. É realmente horroroso'. Não acho que ele seja mal escrito, necessariamente. Mas ele fala muito sobre morte de crianças, e isso é muito próximo de mim, porque eu tenho filhos", esclareceu King.

"Tudo naquele livro, menos a morte de Gage e a parte sobrenatural, é verdade", revelou ainda. King, assim como o protagonista do livro, se mudou com sua família por um tempo para um casarão à beira de uma estrada movimentada no Maine, estado norte-americano onde o escritor vive até hoje. Lá, a família do autor perdeu um animal de estimação, um gato chamado Smucky.

Assim como o gato Church do livro, ele foi atropelado na estrada próxima à casa e enterrado em um "cemitério para pets" que existia na floresta que cercava o local.

Pouco depois, o filho de King, Owen, foi visto andando perto demais da estrada. Embora o casal tenha conseguido alertar o filho antes de algo grave acontecer, no livro o pequeno Gage acaba também sendo atropelado. 

"Sempre que eu leio 'Cemitério Maldito' hoje em dia, penso: 'Há muito luto neste livro'. É horrível", completou King.

Fonte: UOL 

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cemitério Maldito - King da sua opinião sobre o longa

Os fãs estão bem acostumados com o ritmo de Stephen King, que sempre dá um jeito de promover os longas baseados em seus livros, principalmente por conta da ligação direta que há entre ambos.

Mesmo que muitos trabalhos adaptados para o cinema não sejam recordistas em bilheteria, King dá um jeito de mostrar seu apoio as obras. Não poderia ser diferente com Cemitério Maldito, que chega em breve aos cinemas.

O que Stephen King acha?

O escritor conversou com a Entertainment Weekly e falou sobre o próximo longa que chega às telonas em abril nos Estados Unidos.

É ótimo! É um filme muito bom! É um tipo adulto de filme adulto. Não é como se doze adolescentes semi-vestidos fossem mortos num acampamento de verão. Nesse período de tempo em particular, você sabe, existem diversos filmes que tiveram sucesso. Filmes de terror como os de Jordan Peele saiu no ano passado. E então eu acho que quando a gente abrir, eu acho que vai ser grande. Eu acho que vai ser enorme. São como fantasias do tipo adulto.

É bastante claro na fala de King como o autor fala com paixão e animação sobre o novo longa. Apesar de histórias que envolvem reis façam sucesso, A Torre Negra, adaptação do romance de Stephen King, deixou bastante a desejar tanto financeiramente quanto nas críticas.

Porém King não tem medo e deixa isso bastante claro. Sua animação para o reboot de Cemitério Maldito é notavelmente clara e, até mesmo, animadora.


Cemitério Maldito seguirá a história da família Creed, que se muda para uma cidade no Maine.

Graças ao novo vizinho, Louis Creed descobre um cemitério indígena que as lendas dizem ressuscitar corpos enterrados nele. Quando um acidente acontece, o médico decide contar com as forças do cemitério.

Cemitério Maldito chega às telonas americanas no próximo dia 5 de abril. No Brasil, o filme só estreará no dia 9 de maio.


Fonte: Aficionados