Mostrando postagens com marcador Play Store. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Play Store. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Saiba o que é o Scorp, app mais baixado que o WhatsApp no Brasil


(Foto: Reprodução)

Você já ouviu falar do Scorp? Trata-se de um aplicativo de rede social semelhante ao "falecido" Vine. A ideia é que o usuário possa compartilhar vídeos de até 15 segundos num feed global, separado por tópicos, assim como o antigo app de vídeos desativado no fim do ano passado.

Mas o que ele tem de realmente especial? Sem nenhuma explicação clara até agora, o app se tornou o mais baixado da Google Play e um dos mais populares da App Store no último fim de semana, de acordo com dados da empresa de monitoramento de aplicativos App Annie.

No dia 1 de agosto, o app era apenas o 34º mais baixado do Android no Brasil. Um dia depois, ele saltou para a 7ª posição do ranking. No dia 3 de agosto, já era o terceiro mais popular, superando nomes como Facebook, Instagram e até Uber. Entre sexta-feira, dia 4 de agosto, e segunda, dia 7, ele foi o primeiro colocado na lista, ultrapassando o WhatsApp.

Abrindo a tela dos apps grátis mais pesquisados da Google Play, é possível ver que o Scorpo está lá até o momento da redação deste texto, em primeiro lugar. No iPhone, a situação não é muito diferente: é o 10º mais baixado do momento, mas, na última quinta-feira, 3, esteve em segundo lugar, perdendo apenas para o Sarahah.

E de onde veio tanta popularidade? Até agora, é difícil saber. O app foi criado na Turquia e está disponível na App Store e na Google Play desde 2015. Ele nunca esteve antre os 100 mais baixados do mundo até essa inexplicável arrancada no início de agosto.

Na loja de aplicativos do Google, sabe-se que o app já foi instalado mais de 5 milhões de vezes. A partir das mais de 90 mil avaliações, a média de nota do app é baixa: apenas 3,9 estrelas. Entre os comentários, há diversos brasileiros, muitos dos quais acusando o app de ter enviado convites para amigos do Facebook sem pedir autorização.

O Scorp oferece compras dentro do app, mas não encontramos nada à venda nele. Para funcionar, o aplicativo pede acesso à câmera do celular, para gravar vídeos e tirar fotos; à lista de contatos para indicar amigos; ao microfone do aparelho; ao armazenamento, podendo apagar e modificar conteúdo até do cartão micro SD; e pede permissão para impedir o modo ocioso do telefone, receber dados da internet, ver conexões de rede, "ter acesso total à rede", serviços da faturamento do Google Play e ver conexões Wi-Fi.

Teoricamente, nada que outros apps de vídeos já não solicitem, como, por exemplo, o Instagram. Com a diferença de que a origem desse Scorp permanece em mistério. Navegando pela aba "Descobrir", é possível notar que boa parte do conteúdo compartilhado deriva de vídeos de teor adulto, o que poderia explicare essa popularidade repentina. Segundo o site oficial do Scorp, mais de 25 milhões de vídeos já foram produzidos e compartilhados com o app. O aplicativo também está disponível para Windows Phone.

Fonte: Olhar Digital

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Mais de 300 apps da Google Play Store usavam Androids como faixada para cliques



A Google Play Store deveria seu o porto-seguro para os usuários de dispositivos Android, já que em tese todos os apps ali disponíveis passariam por um rigoroso controle e não ofereciam riscos. Isso no entanto nunca foi verdade, a lojinha sofre desde sempre com aplicativos falsos e maliciosos, e a empresa vira e mexe faz uma limpa para remover essas ervas daninhas. O problema é, esses apps continuam evoluindo e driblando as diretrizes da loja.

Além dos já conhecidos apps manjados que roubam dados e exibem anúncios fraudulentos e invasivos, uma nova categoria de malware vem se espalhando na Play Store, os que transformam os dispositivos em fazendas de cliques. A denúncia veio da companhia de marketing e proteção contra fraudes eZanga descobriu, através de uma solução proprietária chamada Anura que certos aplicativos do Android faziam tentativas de cliques sozinhos em anúncios, sem que o usuário saiba. A partir daí começaram a monitorar dois apps de papéis de paredes, chamados Lovely Rose e Oriental Beauty.

O resultado foi desconcertante: mantidos durante 24 horas em modo suspenso, os apps fizeram 3.061 solicitações de anúncios e geraram 161 cliques com sucesso. Segundo a eZanga pelo menos 317 apps presentes na Play Store e outros 1.300 disponíveis em outras fontes possuem um comportamento semelhante, em que criam ads e clicam neles sozinhos sem o consentimento do usuário, gerando renda aos publishers de forma fraudulenta. De acordo com seus cálculos, esses apps podem custar entre US$ 62 mil e US$ 214 mil ao anunciantes por dia (com um valor base de US$ 0,015 por clique) e podem ter causado a evasão de assombrosos US$ 6,5 bilhões só em 2017.

Detalhe, a eZanga admite que esse valor pode ser muito maior visto que o número de cliques no período real gerado pelos apps pode não ser o detectado na pesquisa. Não obstante, tais apps levam ao consumo anormal de bateria e de dados móveis dos usuários e como na prática são malwares, não há garantias de que esses aplicativos não se tornem mais agressivos no futuro e passem a coletar informações sensíveis dos aparelhos móveis em que estão instalados. Segundo a eZanga, tais apps suspeitos acumulam entre 4,1 milhões e 14,2 milhões de instalações.

A agência obviamente irá informar o Google e avisar da falcatrua, que não só deverá banir tais apps da Play Store como espera-se que ela endurecerá as diretrizes para evitar que novas aplicativos do tipo sejam submetidos. Até lá vale a dica de ouro: não instale qualquer coisa em seu Android, mesmo que seja um app aparentemente legítimo. Verifique as permissões, as notas dos usuários e quem o publicou e na dúvida, fique longe.