Sob A Redoma - Stephen King
O que dizer de Stephen King?
Simplesmente o autor que mais leio e admiro. Seja pelos contos, pelo estilo extremamente detalhado de narrar ou, principalmente, pelo gênero que ele domina como poucos: o terror.
Primeiras impressões
Quando vi Sob a Redoma pela primeira vez, a reação foi imediata:
“Meu Deus, que livro enorme!”
E não é exagero. São 956 páginas que, à primeira vista, assustam qualquer leitor. Mas essa sensação desaparece logo nas primeiras leituras. A narrativa é tão envolvente que o tamanho do livro deixa de ser um problema. Pelo contrário: a história é tão bem construída que poderia facilmente ter mais centenas de páginas sem se tornar chata ou cansativa. Isso acontece porque King entrega personagens profundos, conflitos bem desenvolvidos e uma riqueza absurda de detalhes.
Sobre a história
O início do livro — cerca de 150 páginas — é dedicado a mostrar o que acontece logo após a misteriosa cúpula cair sobre a cidade de Chester’s Mill, uma pequena cidade no Maine. Esse começo pode parecer lento para alguns, mas é essencial para entender o colapso social que se instala a partir do isolamento.
A trama acompanha Dale Barbara, conhecido como Barbie, um ex-sargento do Exército que é convocado pelo presidente para atuar como porta-voz entre os moradores presos sob a redoma e o mundo exterior.
Enquanto isso, surge o grande antagonista da história: Big Jim. Um personagem desprezível, movido por ambição e sede de poder, que decide assumir o controle da cidade. Para isso, usa o primeiro vereador — um verdadeiro fantoche — como fachada para suas ações ilegais. Junto com seu filho Jr., que também odeia Barbie, Big Jim encontra uma maneira de incriminá-lo pelos crimes que eles próprios cometeram.
Diante das tiranias impostas, forma-se um grupo de rebeldes que não aceita mais os abusos e decide resgatar Barbie, reconhecendo nele o verdadeiro líder da cidade.
O caos sob a redoma
À medida que o tempo passa e nenhuma solução surge, Chester’s Mill mergulha no caos. O livro retrata uma escalada brutal de acontecimentos: suicídios provocados pelo desespero, assassinatos para silenciar quem descobre os crimes de Big Jim, abusos cometidos por policiais inexperientes colocados no poder apenas para serem manipulados, além de linchamentos.
Tudo isso é resultado de uma gestão autoritária e corrupta, sempre justificada por Big Jim como sendo “para o bem da cidade”. No fim, a população sofre as consequências das escolhas de seu autoproclamado “senhor”.
O final (sem spoilers)
Não sei exatamente o que se passava na cabeça de Stephen King ao criar o final de Sob a Redoma. A leitura é tão intensa, viciante e eletrizante que, ao chegar às últimas páginas, o leitor espera um desfecho capaz de superar tudo o que veio antes.
E é justamente aí que acontece o choque.
Sem entrar em spoilers, posso dizer que o final deixa uma sensação de frustração e revolta. Você fecha o livro irritado, questionando o caminho que a história tomou. Ainda assim, há uma mensagem clara por trás disso tudo.
A mensagem que fica
Na minha interpretação, King quis nos fazer refletir sobre o mal que somos capazes de cometer, sobre os erros que praticamos e sobre o arrependimento que muitas vezes chega tarde demais. Afinal, nunca sabemos quando algo ruim pode acontecer.
No fim, Sob a Redoma deixa um ensinamento simples e cruel, resumido naquele velho ditado popular:
“Um dia é da caça, o outro é do caçador.”
Luke Novaes
Resenhando Com Luke®
Nossa. Adorei. A. Historia. Só. Que. O. Livro. É. Muito. Grande. Nao. Sei. Se. Teria. Coragem de ler. Lucas. Kkk✌
ResponderExcluirE verdade ele e enorme, mas e muito bom e eu recomendo.
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