Mostrando postagens com marcador Dave Erikson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dave Erikson. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Fear TWD -Produtor comenta impacto de crossover com The Walking Dead


Dave Erickson, produtor de Fear the Walking Dead, disse que a terceira temporada da série não girará ao redor do crossover com a original The Walking Dead. Em entrevista ao ComicBook, Erickson disse estar tão curioso quanto os fãs para saber o que exatamente acontecerá.

"Eu suspeitava de um crossover, mas não era algo que eu estava pensando quando estávamos formulando a terceira temporada. Eu vou assistir como um fã, estou curioso para ver o que eles farão."

Quanto ao que espera ver quando os dois mundos se encontrarem, Erickson diz que ele não tem expectativa, mas está ansioso para ver a derivada ser impulsionada pelo alcance da original. 

"Eu acho que é uma coisa boa para a série", disse Erickson. "Nós vamos estimular nossa base de fãs, mais modesta, e, em seguida, atingir a base de fãs de The Walking Dead, que é muito maior. Veremos o que eles farão, em função da geografia, da linha de tempo... estou curioso para ver como eles construirão isso".

O anúncio do crossover foi feito durante a Comic-Con de Nova York. A confirmação foi dita pelo próprio criador Robert Kirkman, que afirmou que o oitavo ano de The Walking Dead fará um crossover com Fear the Walking Dead"Nós finalmente chegamos num ponto em que Fear tem sua própria identidade, e haverá um personagem que vai de uma série para a outra e aparecerá nas duas, só não vou dizer o nome dele", disse Kirkman.
The Walking Dead volta a ser exibida em 22 de outubro, com transmissão no Brasil pelo canal pago Fox.


Fonte: Omelete

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Lexi Johnson fala sobre como o retorno de sua personagem causará um grande impacto na sanidade mental de Nick



Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do oitavo episódio, S02E08 – “Grotesque”, da segunda temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O personagem de Nick, um viciado em drogas em recuperação, e entusiasta de blusas ensanguentadas, certamente tem um jeito de lidar com as mulheres, porém isso pode não ser uma coisa boa. Até então, Nick conseguiu se separar física e emocionalmente de sua mãe e irmã, enquanto que outras duas mulheres muito importantes de seu passado estão presumidamente mortas. Célia, sua “mãe temporária”, morreu queimada dentro do prédio no episódio final do meio da temporada, e sua ex-namorada, Gloria, foi a primeira zumbi a aparecer na série. Fãs podem se lembrar dela como uma zumbi loira e ensanguentada, que estava na igreja abandonada no começo do episódio piloto. O episódio de retorno a reintroduziu na história ao continuar a mostrar a jornada solitária de Nick pelo México.

O produtor Dave Erickson contou que: “Os flashbacks queriam mostrar o que ele estava sentindo com a perda de Gloria. Ele se sente responsável e culpado pelo que aconteceu. E também sente falta da figura de um pai.”

Lexi Johnson, a atriz que interpretou Gloria, falou com a Entertainment Weekly sobre o que significaria seu retorno, o que nos deu uma boa compreensão da importância que seu papel tem para entender sobre a procura solitária de Nick para por um ponto final a historia dos dois, enquanto ele vagueia nos seus próprios pensamentos conturbados. Confira:

EW: Gloria só apareceu no primeiro episódio, e de maneira muito breve, então, porque ela seria essencial a esta história?

Lexi Johnson: Ela era uma bússola na vida de Nick, mas o magnetismo entre eles infelizmente era mais forte que a força para lutar contra as drogas. Os sentimentos dela, apesar de terem uma boa intenção, não a deixavam ver o que realmente estava acontecendo e os levavam para o caminho errado. Eles realmente se amavam, e a perda dela é essencial para entender a história de Nick, pois sua ausência criou um grande vazio na vida dele, dando um espaço para ele finalmente se perguntar quem ele é e o que ele é capaz de fazer.

Eu acho que a história de Gloria e Nick era sobre poder, beleza e potencial, e que, de uma maneira muito repentina, acabou de um jeito devastador, o que o deixa pensando sobre qual foi o seu papel na transformação daquela pessoa que ele amava em um monstro, e acho que muitas pessoas podem entender isso.

EW: Por falar em monstros, Nick realmente vê seu rosto entre uma multidão de zumbis?

Lexi Johnson: Eu acho que isso foi uma forma dele tentar encontrar um pouco de consolo, um jeito de sua mente encontrar paz após a morte dela. Acho que quando você é confrontado com situações de vida ou morte, sua mente performa atos estranhos para encontrar paz. O subconsciente dele está tentando encontrar uma forma de curá-lo. Ao filmar essa cena, eu via Gloria como um anjo da morte, pois Nick estava tão perto da morte.

EW: Você discutiu com o ator Frank Dillane sobre sua interpretação enquanto filmavam?

Lexi Johnson: Minha presença naquela cena foi adiciona depois dela ser filmada. Foi uma ideia do diretor, que todos concordaram. Ela te dá uma visão da mente de Nick, de como ele está processando a morte de Gloria e, de certa forma, esperando para se juntar a ela.

EW: Então ele precisa de consolo e de tentar deixar o passado com Gloria para trás, mas porque ele precisa ter isso especificamente vindo dela?

Lexi Johnson: Ele precisa ter um senso de compreensão e de amor incondicional. Neste relacionamento Gloria representava uma pessoa que “entendia ele, e que o encontrará onde ele estiver, pois ela passava pelos mesmos tormentos que ele”. Esta compreensão mútua que eles tinham era uma das razões também que os destruíam. Os dois estavam passando por um momento terrível, e mesmo assim eles conseguiam compartilhar esse momento entre eles. Ter um relacionamento desse e de repente ver esta pessoa morrer, além de ser jogado no meio de um apocalipse zumbi, vai inspirar uma grande jornada pessoal.

EW: Vemos você como uma facilitadora, em um bom sentido, no começo do episódio, mas, perto do final, aparece você e ele se drogando e você sendo uma facilitadora no mal sentido. Você acha que Nick é capaz de agir de forma independente, sem nenhuma influencia exterior?

Lexi Johnson: Em minha opinião ele é totalmente capaz. E acho que precisava ser algo muito doloroso, que foi o que aconteceu, para levá-lo a ter uma nova visão de si próprio. Mas também penso que se Gloria não tivesse morrido ele não conseguiria viver sozinho, porém, por causa da morte dela, ele vai se conhecer melhor e conseguir eventualmente se tornar independente.

EW: Parece que todos os relacionamentos importantes que ele teve até agora foram com mulheres: sua irmã, sua mãe e Celia. Porque você acha que Nick tem esses relacionamentos e desprendimentos tão intensos de mulheres?

Lexi Johnson: Acho que tudo está ligado ao seu relacionamento com Madison, que esse é o ponto de partida e que veremos mais sobre isso na série.

EW: O que você acha que vai acontecer com Nick? Para onde ele irá, agora que ele conseguiu deixar Gloria para trás?

Lexi Johnson: Sinceramente, acho que ele só pode melhorar, essa é uma das vantagens de começar a série no fundo do poço não é mesmo? Acho que vai ser interessante e empolgante ver como ele interpreta esse mundo novo, e como ele vai lidar com ele. E como tudo teve que se colapsar ao seu redor para que ele conseguisse recomeçar.

Fonte: Walking Dead BR

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Fear TWD - 2° Temporada: Dave Erickson fala sobre trazer de volta a primeira zumbi da série


Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do oitavo episódio, S02E08 – “Grotesque”, da segunda temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!


Fear the Walking Dead retornou com um episódio de estreia focado em Nick, mostrando o ex-viciado que se agarrou a vida enquanto perambulava pela paisagem implacável do México. 

Quando o episódio acabou, ele se encontrava em uma comunidade que aparentava ser boa demais para ser verdade. Então é isso?

Entertainment Weekly conversou com o showrunner de Fear, Dave Erickson, sobre a jornada de Nick, seu destino, e sobre aqueles flashbacks que nos deu não só mais informação sobre o passado de Nick, como também da primeira zumbi da série, Gloria, e como ela se transformou.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Acho que essa foi a primeira vez que você mergulhou profundamente em um personagem. O que fez você querer fazer um episódio inteiro sobre Nick, e ainda sendo o episódio de estreia?

DAVE ERICKSON: Algumas coisas me influenciaram. Fomos muito agressivos na narrativa da primeira metade da temporada, e até mesmo na primeira temporada em termos de quantidade de história que tentamos contar. E tomamos uma decisão consciente de não diminuir o ritmo na volta da temporada necessariamente, mas pelo menos dividir a família e deixar as pessoas seguirem direções diferentes, isso nos permite investir um pouco mais em questões específicas a cada episódio.

Também acho que, baseado nos passos de Nick no fim da metade da temporada, senti que era importante gastar algum tempo com ele e meio que rastrear sua emoção após tomar aquela grande decisão.



Você trouxe de volta a primeira zumbi da série, Gloria (interpretada por Lexi Johnson). Como foi trazê-la de volta e nos levar por meio dos flashbacks direto para o primeiro momento onde a série começou?

Dave Erickson: Foi divertido. Lexi fez um ótimo trabalho no episódio, e há duas coisas acontecendo com Nick. Uma é que ele obviamente sente que está em uma jornada espiritual, e Madison olharia para isso de um jeito diferente. Madison enxergaria isso como se fosse uma nova manifestação do vício de Nick. Mas há duas coisas que queríamos explorar nessa jornada, porque iremos fazer paralelos ao longo da temporada com a história de Gloria e a ausência de seu pai.

Mas os flashbacks foram realmente sobre mergulhar na perda de Gloria no sentido de responsabilidade e culpa. Ele sente muito por isso. E também a ideia da ausência de seu pai. Então o vemos no momento quando ele descobre que seu pai morreu, e também descobrimos que há certa desconexão entre ele e seu pai, mesmo antes dele morrer. Nick diz “Estou tentando encontrar um lugar onde os mortos não são monstros”, mas eu também acho que ele está procurando algo para preencher esses vazios e encontrar algo semelhante a uma figura paterna, e algum tipo de conexão nesse mundo que ele sente ser mais natural para ele.

A jornada em si é desafiadora, e como ele mesmo disse a Madison, ele não pode morrer – é como se o episódio afirmasse isso, porque se ele não morreu nessa viagem passando por tudo que passou, então parece que ele é a prova de balas nesse ponto. Acho que esse é um ótimo fim para a história do episódio, mas também o coloca numa situação potencialmente perigosa.



Vemos esse momento em outro flashback onde Madison diz a Nick que seu pai morreu bem no momento onde ele está tentando arrumar sua vida novamente. O quanto isso o põe de volta para baixo?

Dave Erickson: A morte de seu pai não fez de Nick um viciado. Isso foi algo que o afetou, mas não acho que ele estava injetando heroína naquele momento. Acho que ele estava bebendo, fumando, e não necessariamente injetando, e acho que essa perda meio que o empurrou do abismo. Será que ele teria se ajeitado se seu pai continuasse vivo? Talvez, mas acho que isso é um ponto importante para ele.

E novamente, isso é maior que somente a morte de seu pai, é o fato de que seu pai saiu de perto dele, e acho que em alguns aspectos isso é bem mais difícil para um adolescente impressionante. A morte pode ser entendida. Na perspectiva de Nick, foi um acidente que seu pai não resistiu. Acho que o maior desafio é o fato que ele não sentiu que conhecia seu pai antes dele ir, e isso é algo que ele vem enfrentando desde sempre, que é o que ele articula quando conversa com Gloria na primeira cena da reabilitação.



Vamos voltar aos dias atuais na série. Temos Nick na beira da morte no meio do deserto, o que é interessante porque eu pensaria que desidratação e fome seria um jeito que muitas pessoas morreriam lá, mas não vimos muito disso em nenhuma das séries de The Walking Dead.

Dave Erickson: É interessante porque quando ele sai para sua jornada, há mais um senso de aventura nele. Ele realmente parece abraçar a ideia de estar sozinho nesse lugar, mas é um caminho longo. Digo, o abrigo de Celia era em Valle de Guadalupe, o que dão duas boas horas de carro até Tijuana. Então parece que ele não pensou direito nisso para ir a pé e passar por esse território que não é receptivo.

Mas a água se torna um fator muito importante no trajeto da continuação da temporada, e pode ser um fator até maior na terceira temporada. Estamos na quarta semana na sala dos roteiristas para a próxima temporada, e a ideia de recursos e de falta disso será bem crucial.

Mas na verdade, para nós foi uma oportunidade de ver que Nick realmente desafia o universo de um jeito estranho. Ele desafia o apocalipse, e eu acho que em sua perspectiva, se ele pôde sobreviver a sua jornada, então ele pode sobreviver a tudo. E é aí onde sua cabeça está quando ele finalmente chega na Colônia e conhece Alejandro. E o desafio para nós nessa volta de temporada é começar a colocá-lo para baixo novamente.



Conhecemos essa nova personagem chamada Luciana, que resiste no começo, mas depois concorda em trazer Nick para dentro e ajudá-lo. O que você pode dizer sobre ela e o que podemos esperar?

Dave Erickson: Luciana crê. Essa comunidade gira em torno de Alejandro, que era um farmacêutico no velho mundo e com isso se tornou um tipo de líder da comunidade. Para muitas pessoas da vizinhança, ele era o médico para todos os intentos e propósitos. 

Então há um sistema de crença que se desenvolveu em torno desse cara, e isso é algo que Luciana atribuiu.

Quando ela vê Nick pela primeira vez – depois perceberemos que ela está lá fora procurando por alguém bem específico e Nick não é essa pessoa. Sua primeira inclinação é deixar ele de lado. Em minha mente, depois da primeira cena onde ela vê Nick desmaiado, ela provavelmente conversou com Alejandro e reportou o que viu, e mesmo para essa comunidade em particular, alguém que anda com os mortos é uma anomalia, há algo de especial nisso. Então acho que essa foi a razão deles terem trazido ele para dentro, em última análise.

Mas ela com certeza é durona, tem uma grande fé em sua comunidade e em seu líder, Alejandro, e ela desenvolverá um tipo de relação com Nick nos próximos episódios. Então, novamente, voltamos para as duas perdas que vimos – a perda de seu pai e depois de Gloria. Nick encontra esses personagens e constrói relações com pessoas que parecem ser paralelas ao seu passado, e a questão para ele é: ele conseguirá se manter com essas pessoas e essas novas relações no apocalipse?



Bem no final, vimos esse farmacêutico abrir as portas para Nick e ele vê sua feliz e sorridente comunidade com crianças jogando futebol e um mercado improvisado. Só podemos assumir que isso é muito bom para ser verdade, certo?

Dave Erickson: Esse é um dos momentos mais divertidos da série, e provavelmente será o último. Olhe, em alguns aspectos, aquele momento é de recompensa pela jornada, e o que ele descobriu foi um grupo que tem as mesmas linhas de pensamento de Celia, eles não enxergam os mortos como monstros. Eles abraçam o apocalipse e veem isso como um tipo de evolução, não é um apocalipse para eles. Veremos seu sistema de crença no sentido de um aspecto religioso quando desenvolvermos a série, mas sim, esse momento em particular é tudo o que Nick esperava, e sim, em última análise, nada termina bem em Fear the Walking Dead. Então isso é um pingo de diversão antes da queda.


Fonte: Walking Dead BR

domingo, 3 de abril de 2016

Fear TWD - 2° Temporada: Dave Erickson promete amplificar as coisas

primeira temporada de Fear the Walking Dead terminou com os sobreviventes planejando embarcar no barco de Strand,Abigail, para fugir do apocalipse zumbi. Mas como o pôster da segunda temporadaameaçadoramente aponta, não haverá porto seguro.

O showrunner Dave Erickson ressaltou isso quando conversou com a Entertainment Weeklysobre o que esperar em alto mar. “Não há nada mais assustador que ficar preso no meio do oceano e com nenhuma ideia clara de onde você pode possivelmente desembarcar”. O que mais podemos esperar quando o drama retornar no dia 10 de abril?

ENTERTAINMENT WEEKLY: De onde e quando a segunda temporada começará?

DAVE ERICKSON: Vimos o barco Abigail na casa de Strand quando a última temporada terminou. Podemos antecipar que vamos começar bem perto desse momento. Uma das coisas que acho interessante sobre essa temporada é que na temporada passada estávamos relativamente isolados. Tivemos três episódios, depois dois episódios trancados atrás de um muro com a Guarda Nacional cuidando de nós, e a informação não era disponível para todos. Não sabíamos o que realmente estava acontecendo além do que a Guarda Nacional nos contava. Só no último episódio que nossos personagens puderam ter ideia de como as coisas estavam ruins.

E o interessante é que eles ainda estão passando por esse processo – vendo que Los Angeles está claramente em um estado ruim. Mas como está o resto do mundo? Ouvimos uns trechos na rádio sobre isso na temporada passada, mas eu acho que ainda há um pouco de educação apocalíptica que a família pode ganhar nesses primeiros episódios, então foi importante em certo nível se manter um pouco fechado nesse intervalo de tempo, sem nenhum pulo radical.

E obviamente o maior evento que vamos enfrentar logo de cara é a morte de Liza. Então o que acontecerá com a dinâmica familiar de Travis e Chris, e até mesmo Madison, depois que Travis apertou o gatilho e matou Liza?

Dave Erickson: Ambas Madison e Liza disseram em momentos distintos que Travis tinha que fazer o que ele fez, as duas disseram que isso ia o afetar muito. E um dos desafios para Travis nessa temporada é ver como ele lida com isso – como ele pode se prender ao senso moral que ele se agarrou tanto na primeira temporada. É interessante porque todos os personagens que seguem para a segunda temporada foram tocados por uma tragédia específica, seja ela a morte de Griselda, ou a morte da mãe do Chris. E depois, em um sentido mais amplo, também tem a perda da cidade.

O maior desafio e a maior questão depois que a família embarca no barco é: eles são capazes de se manter juntos como uma família? Além disso, tenha em mente que ainda há um número de pessoas nessa família improvisada que não se conhecem muito bem. Strand é uma nova entidade para todos os nossos personagens. Acho que Daniel e Ofelia se tornaram parte da família, mas ainda há um pouco de distância entre Salazar e o resto do grupo. Um dos temas e dúvidas que serão predominantes nessa temporada é o que Exner auxiliou na temporada passada, que é: O que é família? É sangue ou laços? E isso será algo que será testado no barco quando chegarmos nisso nos primeiros episódios da temporada, e durante a temporada inteira, francamente.

Veremos algum flashback nessa temporada?

Dave Erickson: Não sei, vamos colocar dessa maneira: temos um número de personagens com histórias incrivelmente ricas e cheias de camadas. Isso pode ser usado como uma ótima ferramenta narrativa para rebater a atual coisa em vez de fazer uma enorme descarga explosiva. Portanto, há sim uma possibilidade.

Da última vez que conversamos, depois do fim da primeira temporada, você mencionou que a cadencia da segunda temporada seria diferente porque não teríamos a queima lenta da primeira. Agora que vocês estão gravando, isso se manteve?

Dave Erickson: Menti para você da última vez [Risadas]. Não, o interessante é que uma das maiores distinções da primeira temporada comparada com The Walking Dead – que agora está tendo uma explosiva e ótima sexta temporada – é que fizemos uma queima lenta, pelo menos nos primeiros seis episódios, e depois atingimos um crescente. Nós reduzimos o ritmo dos episódios 4 e 5 e ficamos nisso por um tempo, depois terminamos de um jeito forte com nossa primeira mordida de zumbi no final da temporada.

É interessante que essa temporada será uma aventura em alto mar. Definitivamente terão infectados para lidar e outras pessoas que teremos que confrontar no caminho. Mas em tonalidade com o ritmo, temos alguns amplificadores aqui e ali, mas, para ser honesto, ainda sinto que é ligeiramente consistente. Há ansiedade naquele barco com a dúvida de para onde iremos, o que é a grande questão que abordamos nos primeiros episódios.

E os desafios do alto mar, que parece ser um grande e vasto santuário no início, mas que depois mostra perigos em abundância. E perceberemos bem rápido que o mar não é mais seguro que a terra. A energia, a tensão, ansiedade e apreensão que colocamos na última temporada prevalecem nessa, então há uma consistência tonal. Mas sim, vamos amplificar as coisas em comparação com a última temporada e os primeiros dois episódios.

Quando você fala sobre esses perigos do mar, significa que veremos mais ameaças humanas do que ameaças de zumbis na segunda temporada?

Dave Erickson: Em última análise, precisamos de um porto seguro. Haverá perigos que encontraremos que não esperávamos no oceano. E quando tentamos encontrar uma terra, percebemos que os problemas serão agravados. A melhor coisa para mim é que tem essa tensão que já existe na família, e depois colocamos essas pessoas em um barco – e tem grande porte – mas eles ainda estão rosto a rosto um com o outro. Aí as coisas ficam mais complicadas com a busca por um lar, e essa busca por esperança. Não há nada mais assustador para mim do que estar preso no meio do oceano e com nenhuma ideia clara de onde você pode desembarcar.

Respondendo sua pergunta, terá um equilíbrio, e sempre é assim. Nossos personagens estão passando por uma adaptação e evolução do que serão enquanto lentamente percebem a dimensão disso, e eles percebem que provavelmente não há lugar seguro para ir, então como mudamos nossas próprias atitudes e o que estamos dispostos a fazer?

Dave Erickson: Vimos na temporada passada que nossos personagens fizeram coisas que eles nunca imaginariam fazer quando começamos a filmar o episódio piloto. Travis chegou ao seu limite com Adams e perdeu o controle de si, porém não matou Adams. Madison teve seu primeiro real encontro com algo e manteve para si essa situação desde então. Mas eles não têm ideia do conflito real com outras pessoas, e acho que isso é uma interessante arena para explorarmos e criarmos mais tensão entre os outros. E esses outros não estarão infectados.


O que você pode nos contar sobre os novos personagens da segunda temporada?

Dave Erickson: Haverá alguns [Risadas]. Uma das coisas que temos que fazer quando seguimos em frente é que temos o grupo principal e a família principal. Não é só sobre encontrar o próximo vilão que teremos que lidar. Uma das coisas que amo sobre os primeiros episódios dessa temporada é que as pessoas que encontramos em vários aspectos estão ligadas ao mar ou a terra em certo grau. Algumas pessoas foram deslocadas.

Não somos as únicas pessoas que tiveram a brilhante ideia de sair da terra. Há uma grande costa e muitos outros que foram para o mar. Então encontraremos pessoas que têm agendas diferentes do que temos na água. E depois quando tentamos escapar desses perigos e formos para a terra, encontraremos pessoas que estão interessadas em tentar ir para o mar também. E a melhor coisa sobre isso é nosso iate, Abigail – vamos aprender no primeiro episódio que há ótimos elementos no barco que seria bem atrativo às pessoas. E isso também se tornará um problema mais para frente.

Que tipo de obstáculos logísticos as gravações na água em um tanque no México apresentou?

Dave Erickson: Foi bem divertido. Tivemos que construir um barco, e não construímos um de 40 metros, mas sim uma grande parte dele, que foi o tanque Horizonte, que é o maior tanque, o tanque exterior. O estúdio é de James Cameron, por isso tem funcionado muito bem, e qualquer consideração que precisávamos ter antes de construir foi muito bem pensada. Tem sido fantástico, para ser honesto. A construção do barco foi um obstáculo porque houve muito que fazer, e isso causou um pouco de esforço.

Usamos muitos efeitos especiais e muito manejo de elementos, e quando tudo se junta se torna bem extraordinário. Acho que é uma versão de nossa série que obviamente não vimos antes, é algo que você não vê na TV com frequência, então está sendo fantástico. E a verdade é que, fazendo o trabalho do tanque e vivendo naquele ambiente, não tivemos que fazer muita coisa no mar aberto, o que foi ótimo porque poupamos uma tonelada de Dramamina – isso foi bom.

Fonte: Fear The Walking Dead BR