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sábado, 9 de maio de 2026

Stephen King revive universo de The Stand em projeto secreto de 2026 e surpreende fãs

 



Quando muitos acreditavam que The Stand (A Dança da Morte) já havia entregado tudo o que poderia dentro do vasto universo pós-apocalíptico criado por Stephen King, o mestre do horror resolveu surpreender novamente.

Em um anúncio que começou a circular discretamente entre colecionadores e sites especializados, Stephen King confirmou seu envolvimento em um novo projeto chamado The End Times, uma publicação seriada que promete revisitar — e possivelmente expandir — o universo de uma de suas obras mais cultuadas.

E o mais curioso? O projeto está sendo tratado quase como uma “operação secreta” pelos fãs.



O que é The End Times?

Segundo informações divulgadas por editoras independentes e por comunidades ligadas ao universo de King, The End Times será uma publicação seriada escrita por Stephen King em parceria com o roteirista Benjamin Percy, conhecido por trabalhos com horror e quadrinhos.

O projeto será distribuído em formato de jornal impresso ao longo de 2026, algo bastante incomum até mesmo para os padrões de King.

Mais interessante ainda: o autor voltou a utilizar o nome Richard Bachman, seu famoso pseudônimo literário dos anos 70 e 80.

Desta vez, porém, aparece uma nova assinatura ligada ao universo Bachman: Claudia Inez Bachman.

Esse detalhe já gerou inúmeras teorias entre leitores veteranos.



A conexão com The Stand

Embora Stephen King ainda não tenha revelado todos os detalhes da trama, os primeiros materiais promocionais sugerem conexões diretas com The Stand, romance lançado originalmente em 1978 e considerado uma das maiores obras da carreira do escritor.

Para quem não conhece, The Stand apresenta um mundo devastado por uma pandemia conhecida como “Captain Trips”, onde sobreviventes são atraídos para uma batalha entre forças do bem e do mal lideradas por Randall Flagg.

E sim… o retorno desse universo pode significar mais aparições de personagens clássicos ou até novas histórias ambientadas nesse cenário.



Quem é Benjamin Percy?

O nome pode não ser familiar para todos os leitores, mas Percy já construiu uma carreira sólida no suspense, terror e quadrinhos.

Além de romances elogiados, ele escreveu histórias para a Marvel Comics e para a DC Comics, incluindo títulos ligados a Wolverine e Ghost Rider.

A parceria com King chamou atenção justamente por unir duas gerações do horror.



O retorno de Bachman… ou algo maior?

Um dos detalhes que mais movimentou a comunidade foi a volta do “universo Bachman”.

Para quem acompanha a carreira de King, Richard Bachman foi o pseudônimo usado pelo autor para publicar livros como: Rage, The Running Man e Thinner.

Agora, com “Claudia Inez Bachman” surgindo em materiais promocionais, muitos fãs acreditam que King pode estar construindo algo ainda maior — talvez um novo braço de seu multiverso literário.



A internet já começou as teorias

Comunidades de leitores, fóruns e grupos dedicados ao autor já começaram a especular:

Randall Flagg vai voltar?

Será uma continuação direta de The Stand?

O projeto terá conexões com The Dark Tower?

Considerando o histórico de King em conectar diferentes obras, nenhuma dessas teorias parece impossível.



Resenhando com Luke comenta 👀

Se existe alguém capaz de revisitar um universo criado há quase 50 anos e ainda deixar milhões de leitores curiosos, esse alguém é Stephen King.

E cá entre nós…

Se The End Times realmente expandir o universo de The Stand, podemos estar diante de um dos projetos literários mais comentados de 2026.

Aqui no Resenhando com Luke, vamos acompanhar cada novidade.



Fontes: Stephen King Official Website, Entertainment Weekly, The Kingcast, Lilja’s Library, Wikipedia, The Stand fan communities, Threads (King Book Collector), Reddit Stephen King Community.

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

A Longa Marcha tem elenco anunciado



Uma das histórias mais perturbadoras de Stephen King está sendo adaptada pelo diretor de Jogos Vorazes – e agora o elenco foi anunciado


Escrita por Stephen King sob o pseudônimo de Richard Bachmann e, para muitos fãs, a obra ainda é uma das histórias mais desagradáveis do autor de terror.


O diretor Francis Lawrence parece ter uma propensão para lutas brutais e impiedosas pela sobrevivência. Depois de dirigir os filmes da franquia Jogos Vorazes (com exceção do primeiro), ele agora assumirá também a adaptação da história de Stephen King, A Longa Marcha, publicada pelo mestre do terror sob seu pseudônimo Richard Bachmann.




The Long Walk, no original, é sobre um grupo de 100 adolescentes que precisam correr para salvar suas vidas em um jogo perverso. Durante essa marcha implacável, uma velocidade básica deve ser mantida; qualquer pessoa que se mova a uma inferior a quatro milhas (cerca de 6,4 km/h) durante 30 segundos será avisada. Três advertências resultam em morte por tiro. Há apenas um vencedor que não apenas escapa com vida, mas também ganha um prêmio.


Enquanto isso, o elenco da adaptação do romance de Stephen King também foi anunciado.


Não é de surpreender que o elenco do filme seja muito jovem – afinal, no livro há 100 adolescentes do sexo masculino correndo para salvar suas vidas. O Deadline agora revelou com exclusividade o elenco no início das filmagens. O mesmo contará com o filho de Philip Seymour Hoffman, Cooper Hoffman (Licorice Pizza), David Jonsson Fray (Alien: Romulus), Garrett Wareing (Independence Day: O Ressurgimento), Tut Nyuot (Dinheiro Sujo), Charlie Plummer (Looking For Alaska), Ben Wang (A Jornada de Jin Wang), Jordan Gonzalez (Pretty Little Liars: Um Novo Pecado), Joshua Odjick (Three Pines) e Roman Griffin Davis (Jojo Rabbit).


O roteiro foi escrito por J.T. Mollner, que também compartilhou seu entusiasmo com o elenco nas redes sociais:


Excited to be able to share this news. We are officially in production on @StephenKing’s Long Walk. It’s been an honor to have the opportunity to write this to life for director Francis Lawrence and the incredible cast. 🔥🔥 https://t.co/c779cCzy7X

— JT Mollner (@jtmollner)

July 24, 2024



Atualmente não se sabe quando A Longa Marcha chegará ao Brasil. Como as filmagens já começaram, é bem possível que possamos vê-lo nos cinemas já no próximo ano.



A Longa Marcha

Criador(es): Francis Lawrence

Com Cooper Hoffman, Davíd Thór Jónsson, Garrett Wareing


Fonte: AdoroCinema


 


terça-feira, 13 de agosto de 2019

A Autoestrada - Andy Muschietti adaptará outra obra de Stephen King


Conhecido por seu trabalho como diretor em IT: A Coisa, Andy Muschietti foi escolhido para adaptar o livro A Autoestrada, outra obra do autor Stephen King.


“Nós esperamos que as filmagens aconteçam no início do ano que vem. É uma história de Stephen King, mas não se trata de terror ou horror. O roteiro é fantástico.” Declarou Andy em entrevista à Raio Cantilo.


A Autoestrada foi publicado em 1981, e conta a história de Barton George Dawes que, após saber que sua casa e seu local de trabalho serão demolidos para ser construída uma autoestrada, fica frustrado e de um cidadão comum torna-se uma ameaça à cidade.


Fonte: Estação Nerd

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Richard Bachman: A História



Richard Bachman é o pseudônimo que Stephen King usou para escrever alguns romances, com duas intenções: a primeira, de descobrir se as vendagens de seus livros se davam pelo seu talento como escritor, ou apenas pela fama de seu nome/sorte (para isso, propositalmente, Stephen lançava seus livros de Bachman sempre com o menor marketing possível). A segunda: poder publicar mais livros, uma vez que, de acordo com as editoras, era comercialmente nocivo ficar inflando o mercado com vários livros do mesmo autor em um único ano (e, como sabemos, no começo de sua carreira, King gostava de publicar vários livros ao ano). O alter-ego de King é conhecido por escrever histórias cujo sobrenatural é pouco ou quase nulo, focando essencialmente nos personagens que, em 90% de seus livros, vivem algum drama que poderia, teoricamente falando, acontecer com qualquer pessoa (a exceção seria Os Justiceiros).

Existe uma outra característica nos livros de Bachman, que não vem ao caso revelar por se tratar de um spoiler, mas os leitores fiéis provavelmente adivinharão que característica é esta. Apesar disto, os romances de Bachman são escritos de maneira excelente. King escreveu um punhado destes livros, e mesmo após ser desmascarado, deu um jeitinho de continuar a soltar aqui e acolá alguma história de seu pseudônimo.

Como já mencionado, durante os anos 70, determinado a provar a si mesmo que suas vendagens se davam pelo seu talento e não por sorte ou fama, Stephen King criou “Gus Pilsbury”, com a intenção de usar tal nome (batizado em homenagem ao seu avô, que tinha o mesmo nome) para escrever outras histórias mais pesadas e menos “pop” do que as que já escrevia na época. Antes de lançar Fúria, King acabou mudando de ideia quanto ao nome que deveria usar para assinar o livro. O nome selecionado foi uma homenagem ao autor de romances de crime, Donald E. Westlake, que também possuía um pseudônimo: Richard Stark. O sobrenome Bachman, segundo reza a lenda, veio da Bachman-Turner Overdrive, uma banda que King escutava no momento em que pensava no assunto. 

Uma outra curiosidade é que King ainda aproveitou o pseudônimo de Westlake em 1989, quando publicou A Metade Negra (romance que foi dedicado a Richard Bachman), onde a relação Stephen King/Richard Bachman refletia a de Thad Beaumont/George Stark (tirando a parte em que o pseudônimo se materializava de verdade, querendo se vingar de seu criador, é claro).

Obviamente, não demorou muito para que os leitores de Bachman lentamente fossem associando o autor a Stephen King, que sempre negava veementemente ser o tal. Apesar disto, como provocação, King sempre deixava algumas pistas em suas obras que apontavam a verdadeira identidade de Bachman. Um bom exemplo é o uso da fictícia cidade “Gates Falls”, como cenário para Fúria, cidade esta que já havia usada no conto “Último Turno”, do livro Sombras da Noite. Já em A Maldição, um dos personagens faz menção ao próprio Stephen King, o que pode ser tanto interpretado como uma dica, quanto uma jogada para tentar livrar seu nome. Não funcionou.

A Maldição foi basicamente o livro que assassinou seu autor. Foi por causa dele que o segredo de King foi descoberto: um rapaz chamado Steve Brown, que trabalhava como balconista de uma livraria, começou a fazer as conexões, que todos já faziam, entre Bachman e King. Porém, inconformado com as negativas de Stephen, Brown resolveu cavar fundo em uma investigação que o levou até a Library of Congress (Biblioteca do Congresso), localizada em Washington, D.C. Lá, Brown acabou por encontrar um documento de direitos autorais que responsabilizava Stephen King pela publicação de Fúria. Brown tirou cópias dos documentos e os mandou, juntamente com uma carta, para a editora de King (que na época ainda era a Doubleday) perguntando o que deveria fazer. A resposta veio do próprio Stephen King, que telefonou para Brown para dizer que ele deveria revelar a verdade na forma de um artigo, e que estava disposto a conceder uma entrevista ao jovem, para anunciar ao mundo que Stephen King era realmente Richard Bachman. O que se seguiu foi uma conferência de imprensa onde King anunciou que Bachman havia falecido. A doença? Câncer de pseudônimo, que, de acordo com o próprio King, é um tipo raríssimo da doença.

Tamanha é a imaginação de Stephen King, que, por brincadeira, o autor acabou criando uma realidade para Richard Bachman, de modo que o pseudônimo adquiriu uma pseudo-biografia. O que se segue são fatos e relatos da vida do autor Richard Bachman, como Stephen King a visionou:

Richard Bachman nasceu em Nova York e, embora sua infância seja um mistério, sabe-se que Bachman serviu por quatro anos na Guarda-Costeira, e eventualmente trabalhou por dez anos na Marinha Mercante. Eis que Bachman resolveu se mudar para um lugar mais tranquilo. O destino acabou sendo o centro rural de Nova Hampshire. Lá, ele comprou uma fazenda de gado de médio porte, e durante a noite, por sofrer de insônia crônica, Bachman escrevia suas histórias.

Bachman tinha uma esposa, seu nome era Claudia y Inez Bachman (Claudia Eschelman, após sua morte) e um filho. O filho de Bachman morreu tragicamente enquanto brincava na fazenda do pai, esgueirando-se sobre um poço e afogando-se ao cair dentro dele. Segundo dizem, este evento tornou as histórias de Bachman mais violentas e sem qualquer misericórdia para com seus personagens (incluindo crianças).

Em 1982, foi detectado em Bachman um tumor cerebral na região da base de seu cérebro; foi necessária uma cirurgia bastante complicada para a retirada do tumor. Mas a morte bateu à porta de Bachman novamente três anos mais tarde, e desta vez ele atendeu. Richard Bachman morreu em 1985 de câncer de pseudônimo, um tipo terrível de “esquizonomia”. Ele publicou cinco romances enquanto esteve vivo: “Fúria”, “A Longa Marcha”, “A Autoestrada”, “O Concorrente”, e “A Maldição”. Ninguém pôde salvá-lo.

Falecido Bachman, Claudia se tornou viúva, e em 1994, enquanto preparava para se mudar para uma nova casa, ela acabou encontrando uma valiosa caixa no sótão da fazenda do marido. A caixa continha alguns manuscritos; dentre eles um romance chamado “Os Justiceiros”, e outro chamado “Blaze”. Ela os levou para Chuck Verrill, o editor de Bachman (e que por uma estranha coincidência também era o editor de Stephen King). Lá, eles editaram os livros para que pudessem ser lançados no mercado como obras póstumas.

De acordo com alguns boatos na época de sua morte, Bachman estava pensando em escrever um livro sobre um autor que sofre um acidente, e é resgatado por uma fã psicótica, que o leva até sua isolada casa e o prende em uma cama, torturando-o por ele ter matado sua personagem favorita. Aparentemente, Bachman teria chamado este romance de “Misery”. De alguma forma, um famoso escritor de histórias de terror do Maine se apossou da ideia, lançando o livro (com seu próprio nome) dois anos após a morte de Richard Bachman.

Por muitos anos comparado a Bachman, King respondeu, certa vez, quando perguntado, o que achava de Richard Bachman: “Bachman era um sujeito desprezível, estou feliz que ele esteja morto”.
Sim, Richard Bachman está morto e sepultado, mas seu legado continua vivo na forma dos manuscritos achados por Claudia Bachman. Quase dez anos se passaram desde a publicação de “Blaze”, e os primeiros sinais de que ainda temos pelo menos mais um romance de Bachman pela frente já começaram a aparecer. Stephen King concedeu uma entrevista dizendo que gostaria de escrever uma história sobre um detetive particular corrupto em uma cidade nublada da América, assinando o romance com o nome de sua eterna sombra. Assim, concluímos que, de certa forma, Bachman continua vivo e deste modo permanecerá até que o próprio Stephen King não tenha mais nada a dizer.

Fonte: King Of Maine